(DES)ENCONTROS
Faz um tempo que não escrevo alguma reflexão, mas não significa que não tenha tido muitas ao longo dos dias. Uma, em particular, tem me chamado muita atenção e causado um certo incômodo, para ser honesto. Não se trata do incômodo que tira o sono, mas daqueles que vêm quando sabemos que estamos diante de algo que é importante e que, por isso, não pode simplesmente passar em branco, batido. Tenho revisitado uma série de relações construídas ao longo da vida, familiares, amigos e afetos em geral. E é muito curioso observar as dinâmicas de muitos desses vínculos. Pessoas que, por pouco ou muito tempo, compartilharam de nossos anseios, alegrias e visões de mundo de uma forma tão íntima, mas que, com o passar dos dias, semanas, meses ou anos, tornam-se meros conhecidos. E o contrário também aconteceu, é verdade. À medida que a vida vai passando, vamos acumulando as mais variadas formas de interações sociais. A primeira que vem à cabeça, sem dúvida, é a família, mas está muito longe de s...