ANO NOVO: COMO UM SALTO DE ASA-DELTA

Eis que as cortinas estão prestes a se fechar com o ato final de 2022. Ainda não 31/12, mas o último dia útil do ano. 

Poderia escrever inúmeras coisas sobre este ano que se encerra, falar de boas e ruins experiências, que temperam a vida e fazem dela algo por que se vale a pena levantar todos os dias da cama. 

Poderia simplesmente agradecer aos que estiveram presentes diariamente ou não tão diariamente, aos companheiros de caminhada. Família, amigos, colegas de trabalho… 

Poderia enaltecer conquistas e dizer que, entre alguns fracassos, sempre há a possibilidade de se reerguer e seguir adiante. 

Poderia simplesmente parar diante do mar, da montanha, sob um céu estrelado, ensolarado ou chuvoso, e constatar que a natureza é perfeita em todas as suas nuances. 

Poderia lamentar o que poderia ter sido melhor, sentir a saudade que sufoca o peito dos que não mais estão aqui, entoar versos e canções que marcam a transição do velho para o novo. As páginas em branco que ainda podem ser preenchidas. 

Poderia tanto, que não consigo sequer mensurar. 

E por que deveria? A vida não cabe em limites. Pensamos e somos hoje o fruto de nossas experiências, mas estamos em constante transformação, de modo que o futuro traz novas versões de nós mesmos. 

Gosto muito desse tema, talvez seja perceptível aos mais atentos. Porque é verdade. Rótulos limitam possibilidades. E limites não me agradam. Temos que ousar sonhar sonhos além do que hoje enxergamos. É o que nos move. E, como num salto de asa-delta, abraçar o céu rumo a horizontes novos. 

Que 2023 traga essas possibilidades a todos, meus queridos!


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