PELA JANELA

Pela janela, vejo inúmeras possibilidades que o pensamento insiste em tentar alcançar. Barreiras que podem simplesmente ser transpostas sem grandes hesitações. Mas, no mesmo instante, paraliso-me com a sensação de que o tempo talvez já tenha se esvaído sem que a oportunidade pudesse se tornar algo concreto. Idas e vindas de tantas vidas vividas apenas no pensamento.

Pela janela, vejo a chuva lavando os céus, desfazendo certezas, deixando a tela em branco para ser preenchida livremente mais uma vez. Talvez ainda haja tempo, nem tudo se perde por completo. Nem toda paralisia é em vão... 

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