MATURIDADE

Houve um eu que condicionou o futuro a um certo estado de coisas. Ao momento ideal, às pessoas ideais, às sensações ideais. 

Mas esse eu não contava que o ideal é, como a linha do horizonte, uma miragem que apenas guia, um lugar ao qual nunca se chega. Ao menos não como se imaginou lá atrás. 

E esse eu já não é mais aquele, porém outro que sabe que o presente, o tão ansiado futuro vislumbrado no passado, é o que melhor poderia ser, dentro das circunstâncias e possibilidades que construiu para si. 

Não passivamente. É preciso guiar os próprios passos, caminhar de forma consciente. 

E o eu imperfeito transformou-se e, hoje, ainda imperfeito, enxerga na imperfeição não algo paralisante, mas uma motivação para ser melhor. Jamais perfeito, mas um pouco melhor.

Talvez essa seja a tal da maturidade. 

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