SOBRE SER IMORTAL
Tempo, em tempo, destempo, com o tempo... Passam os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos...
Tentamos agarrar o fungível, controlar o incontrolável, disfarçar a tentação de ser mais que aquilo que o relógio insiste em mostrar. O que já estava certamente permanecerá após nossa breve existência, o que fizemos talvez impacte o que permanece. Se isso acontecer, seremos parte do tempo, seremos memória. No senso comum, é claro. Porque sermos memória sempre haveremos de ser para alguém.
Quem? Talvez nunca saibamos. Controlamos nossas ações, não o impacto que terão sobre seus destinatários. A velha referência de que a mensagem não é controlada por seu emissor, que a obra se torna maior que o criador. E, a cada tempo, surge o atemporal, aquilo que atravessa os pensamentos.
Penso que ser imortal é isso. Influenciar para além da própria existência.
Comentários
Postar um comentário