FELICIDADE
E, de repente, sem pedir permissão ou prévio anúncio, sou feliz. Sem intervalos ou antecipações. Sem medos ou desilusões quanto ao futuro. Um sentimento que é difícil de definir, que se sente, apenas. Que não se permite prender ao passado ou determinar o futuro. Apenas é. Que não demanda perfeições ou resoluções completas, porque o inacabado não é um empecilho para a felicidade. Aquele que semeia a certeza não necessariamente a colhe, porque a insensatez não é necessariamente feita das escolhas de insensatos. Sou, estou, permaneço sendo o que me faz sentir. Não importa o que os outros qualifiquem, o que eu não pretendi qualificar. Só importa que faz bem, que faz sentido. A felicidade não é racional, convive muito bem com paradoxos, com frases inacabadas, com ideias não escritas. Sou feliz. Espero que também possa ser…
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