HOJE

Hoje eu acordei de saco cheio do mundo, da dor, do isolamento. 

Hoje eu acordei de saco cheio de tudo, da política, do desamor, da insignificância que repetidamente tentam imputar a mim. 

Hoje eu acordei sem saber se o mundo continua sendo uma imensidão de oportunidades ou um celeiro de sonhos fracassados, se a esperança é um ato de resistência ou uma estupidez. 

Hoje eu acordei querendo gritar bem alto, por mim, por vocês, pelo mundo, pela sorte, pelo azar. 

Hoje eu acordei com a voz presa no peito, com o desabafo entalado na garganta, com o pensamento em construção. 

Hoje, talvez ontem, quem sabe amanhã. Não sei dizer. 

Hoje eu acordei, mas acho que devia ter continuado dormindo. A realidade não me chama, me assusta.

Hoje não posso dizer, talvez amanhã, quem sabe algum dia...

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